Planejador de palavras-chave: como usar o Google grátis

Resumo: O Planejador de palavras-chave é uma ferramenta gratuita dentro do Google Ads que sugere termos de busca e mostra volume mensal estimado e concorrência entre anunciantes. Dá para usar sem pagar anúncio, mas contas sem gasto veem volumes em faixas, e o Google pode pedir dados de pagamento ao criar a conta.

Atualizado em outubro de 2026

O planejador de palavras-chave do Google Ads (em inglês, Google Keyword Planner) é o jeito mais direto de ver o que as pessoas digitam no Google, com dados que vêm do próprio Google. Ele foi feito para anunciantes, mas qualquer pessoa que escreve para a web pode usar para escolher temas, comparar variações e descobrir termos que não tinha imaginado.

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A ferramenta não cobra nada para abrir. O que muda quando você não investe em anúncios é a precisão: em vez de “1.900 buscas por mês”, aparece algo como “1 mil a 10 mil”. Isso ainda resolve boa parte das decisões de conteúdo, desde que você saiba ler o que está na tela.

Neste tutorial você vai ver como acessar, como descobrir palavras, como obter volume, o que significa a coluna de concorrência (spoiler: não é dificuldade de SEO), quais filtros usar, como exportar e quando vale complementar com Google Trends, Ubersuggest ou Semrush.

O que é o planejador de palavras-chave do Google?

O planejador de palavras-chave é um recurso do Google Ads que gera ideias de palavras-chave a partir de um termo ou de um site e estima quantas buscas mensais cada uma recebe, em qual região e idioma, e quanto os anunciantes costumam pagar por clique.

Ele fica no menu de ferramentas do Google Ads e tem duas funções principais:

  • Descobrir novas palavras-chave: você digita um tema ou cola uma URL e recebe uma lista de termos relacionados.
  • Ver volume de pesquisa e previsões: você cola uma lista de termos que já tem e recebe o volume e uma projeção de desempenho para anúncios.

Para quem trabalha com conteúdo, a primeira função é a mais útil. A segunda serve para validar uma lista que você montou em outro lugar.

Como acessar o google keyword planner sem gastar?

O acesso exige uma conta do Google Ads. Criar a conta não cobra nada, mas o fluxo de cadastro empurra você para montar uma campanha logo de cara. Veja o caminho mais comum:

  1. Entre em ads.google.com com uma conta Google.
  2. Quando o assistente pedir para criar a primeira campanha, procure a opção de mudar para o modo especialista ou de criar a conta sem campanha. O texto e a posição desse link mudam com frequência, então leia cada tela com calma.
  3. Confirme país, fuso horário e moeda. Esses dados não podem ser alterados depois, então escolha Brasil e real se for o seu caso.
  4. Com a conta criada, abra o menu Ferramentas e procure Planejamento > Planejador de palavras-chave.

Seja realista em dois pontos. Primeiro, o Google pode pedir dados de pagamento durante a criação da conta, dependendo do fluxo que aparecer para você. Se isso acontecer, nada é cobrado enquanto não houver campanha ativa, mas confira a tela de faturamento antes de sair. Segundo, se em algum momento você criar uma campanha só para “liberar” a ferramenta, pause ou remova antes de ela começar a veicular.

Por que o volume aparece em faixas?

Contas sem gasto relevante em anúncios recebem o volume em intervalos amplos, como “100 a 1 mil” ou “10 mil a 100 mil”. Contas que investem veem números mais precisos. Para planejar conteúdo, a faixa costuma bastar: o que você quer saber é se um termo tem demanda, e se uma variação tem mais ou menos demanda que a outra.

Quando a diferença entre dois termos cai na mesma faixa, use o Google Trends para comparar o interesse relativo entre eles. Falamos disso mais adiante.

Como descobrir palavras-chave novas

Na tela inicial do planejador, clique em Descobrir novas palavras-chave. Você tem duas entradas:

Começar com palavras-chave

Digite até alguns termos que descrevem o seu tema. Exemplo para uma loja de café: “café especial”, “moedor de café”, “como fazer café coado”. Use termos amplos, de duas ou três palavras. Termos muito específicos devolvem poucas ideias.

Abaixo do campo, defina idioma (português) e local (Brasil, um estado ou uma cidade). Isso muda bastante o resultado. Uma clínica em Curitiba não precisa do volume do país inteiro.

Começar com um site

Cole a URL de um concorrente ou de uma página específica dele. O Google lê o conteúdo e sugere termos relacionados. Escolher “usar apenas esta página” em vez do site inteiro dá ideias mais focadas. É um bom atalho para entender sobre o que um concorrente fala e você ainda não.

Depois de gerar as ideias, a lista costuma vir com centenas de termos. O trabalho real começa agora: filtrar, agrupar e decidir. Se quiser um método completo para essa etapa, o guia de pesquisa de palavras-chave para blog mostra como passar da lista bruta para uma pauta.

Como obter volume de pesquisa de uma lista pronta

Se você já tem termos anotados (do Search Console, de perguntas de clientes, de outra ferramenta), use Ver volume de pesquisa e previsões. Cole a lista, um termo por linha, ou envie um arquivo CSV.

A aba de previsões estima cliques e custo para uma campanha hipotética. Para conteúdo, ignore essa parte e vá direto para a aba de métricas históricas, que traz:

  • Média de pesquisas mensais: o volume, em faixa ou número.
  • Mudança em três meses e mudança anual: mostram se o termo está crescendo ou caindo.
  • Concorrência e lances: dados de anúncio, explicados abaixo.

As colunas de mudança são subestimadas. Um termo com volume médio, mas crescendo forte no ano, pode valer mais que um termo grande e estável onde todo mundo já escreveu.

Como ler a concorrência no planejador de palavras-chave

A coluna “Concorrência” mostra quantos anunciantes disputam aquele termo nos anúncios do Google, classificada em baixa, média ou alta. Ela não mede a dificuldade de ranquear organicamente.

Esse é o erro mais comum de quem usa o planejador para SEO. Um termo pode ter concorrência “baixa” em anúncios e estar dominado por portais enormes na busca orgânica. O contrário também acontece: termos comerciais com concorrência “alta” em anúncio às vezes têm resultados orgânicos fracos.

O que essas colunas de anúncio dizem de útil para conteúdo:

  • Lance da parte superior da página (faixa baixa e alta): quanto mais caro o clique, maior a intenção comercial do termo. Bom sinal para páginas que vendem.
  • Concorrência alta: indica que há dinheiro em jogo naquele assunto. Não diz nada sobre quem está na primeira página orgânica.

Para saber a dificuldade orgânica, você precisa olhar a página de resultados do Google com seus próprios olhos ou usar uma ferramenta que calcule dificuldade de palavra-chave, como Semrush ou Ubersuggest. Entender como o Google decide quem aparece ajuda nessa leitura; o artigo sobre o que é SEO cobre o básico.

Filtros que economizam tempo

Uma lista de 800 ideias não serve para nada sem filtro. Os que mais ajudam:

  • Excluir palavras-chave da sua conta: útil só para quem já anuncia.
  • Texto da palavra-chave contém / não contém: elimine termos de marca de concorrentes, cidades erradas ou palavras como “grátis” e “vagas” quando não fizerem sentido.
  • Média de pesquisas mensais: corte o que tem volume baixo demais para justificar um artigo inteiro (esses termos podem virar seção de outro texto).
  • Refinar palavras-chave: no painel lateral, o Google agrupa ideias por atributos, como marca, tipo de produto ou cor. Desmarcar grupos inteiros limpa a lista rápido.
  • Intervalo de datas: por padrão são 12 meses. Para temas sazonais (Black Friday, Dia das Mães, volta às aulas), compare meses específicos.

Uma dica prática: escreva no filtro “contém” palavras de pergunta como “como”, “o que”, “qual”, “quanto”. Você isola termos informativos, que costumam virar posts de blog com boa chance de aparecer em respostas de IA.

Como exportar os dados

No canto superior direito da lista, o ícone de download oferece CSV, um formato para planilhas e envio direto para o Google Sheets. Exporte depois de filtrar, para não carregar ruído.

Na planilha, crie três colunas extras: intenção (informativa, comercial, navegacional), cluster (tema que agrupa os termos) e prioridade. Termos com a mesma intenção e o mesmo resultado no Google costumam caber num único artigo. Esse agrupamento é o que vira a pauta do mês, e é a base de uma estratégia de conteúdo que não canibaliza a si mesma.

Planejador x Google Trends x Ubersuggest x Semrush

O planejador é a fonte mais próxima do dado real do Google, mas não é a única ferramenta que você precisa. Veja como ele se compara às outras opções mais citadas em buscas como “ferramentas de seo gratuitas”:

Planejador de palavras-chave Google Trends Ubersuggest Semrush
Quem faz Google (dentro do Google Ads) Google Neil Patel Digital Semrush
Acesso sem pagar Sim, com conta do Google Ads Sim, sem conta Uso gratuito limitado por dia Plano gratuito com limite de consultas
Volume de busca Sim, em faixas para contas sem gasto Não, só interesse relativo (0 a 100) Sim, estimado Sim, estimado
Dificuldade orgânica Não (só concorrência de anúncio) Não Sim Sim
Análise de concorrentes Básica (ideias a partir de uma URL) Não Sim Sim, mais completa
Melhor uso Descobrir termos e validar demanda Sazonalidade e comparação entre termos Primeiros passos em SEO com orçamento zero Pesquisa profissional e acompanhamento contínuo

Quando usar o Google Trends

O Trends não mostra volume absoluto, mas mostra a curva de interesse ao longo do tempo e por região. Use para decidir entre duas variações que caíram na mesma faixa do planejador, e para saber em que mês publicar um conteúdo sazonal.

Quando usar o Ubersuggest

O Ubersuggest tem uso gratuito limitado e mostra volume, dificuldade estimada e quais páginas ranqueiam para cada termo. É uma boa porta de entrada para quem ainda não paga nenhuma ferramenta e quer uma noção de dificuldade orgânica.

Quando usar o Semrush grátis

A conta gratuita do Semrush libera um número pequeno de consultas por dia. Serve para checar a dificuldade de um termo específico, ver quem ranqueia e quais palavras um concorrente já conquistou. Para pesquisa em volume, os limites chegam rápido e o plano pago vira necessário.

Na prática, a combinação que funciona para quem está começando é: planejador para descobrir e dimensionar, Trends para sazonalidade e um dos dois últimos para checar dificuldade antes de escrever.

Da planilha ao artigo publicado

Pesquisar palavras-chave é a parte rápida. O gargalo costuma ser o que vem depois: transformar 40 termos priorizados em artigos que respondem melhor que os concorrentes. É aqui que entram as ferramentas de SEO com IA.

O ArtiGen, produto brasileiro disponível em artigen.com.br, tem um gerador de pautas que parte de uma semente e devolve a palavra-chave principal, a intenção de busca e as secundárias. Na hora de escrever, ele lê os 10 primeiros resultados do Google e notícias dos últimos 30 dias, monta a estrutura a partir das lacunas dos concorrentes e entrega o artigo com nota de SEO de 0 a 100, meta title, meta description e slug. Você pode usar a planilha do planejador como lista de entrada. O trial tem 7 dias e 3 artigos, sem cartão.

Erros comuns ao usar o planejador

  • Escolher só pelo volume. Um termo de 50 mil buscas com intenção vaga traz visita que não converte. Um de 500 com intenção clara pode trazer cliente.
  • Confundir concorrência de anúncio com dificuldade de SEO. Já vimos acima: são coisas diferentes.
  • Esquecer a localização. Deixar “todos os locais” infla o volume com buscas em Portugal e outros países.
  • Criar um artigo por variação. “Planejador de palavras-chave” e “keyword planner google” levam ao mesmo resultado. Um artigo bem feito cobre as duas.
  • Não olhar a página de resultados. Antes de escrever, pesquise o termo no Google e veja o formato que aparece: lista, tutorial, vídeo, página de produto. Isso diz o que o Google entende como resposta.

Perguntas frequentes

O planejador de palavras-chave é gratuito?

Sim. O uso da ferramenta não é cobrado. Você precisa de uma conta do Google Ads, e só paga se criar e ativar campanhas de anúncio.

Preciso cadastrar cartão para usar o Google Keyword Planner?

Depende do fluxo de criação de conta que o Google mostrar. Em alguns casos ele pede dados de pagamento. Sem campanha ativa, não há cobrança, mas vale conferir a área de faturamento.

Por que o volume aparece como “1 mil a 10 mil”?

Porque a conta não tem gasto relevante em anúncios. O Google mostra números mais precisos para anunciantes ativos. Para comparar termos na mesma faixa, use o Google Trends.

A concorrência “baixa” significa que é fácil ranquear?

Não. A coluna mede a disputa entre anunciantes. Dificuldade orgânica você descobre olhando os resultados do Google ou com ferramentas como Semrush e Ubersuggest.

Qual a melhor alternativa gratuita ao planejador?

Não existe uma substituta completa. O Google Trends complementa com sazonalidade, e os planos gratuitos limitados de Ubersuggest e Semrush adicionam dificuldade orgânica e análise de concorrentes.

Abra o planejador, gere ideias para um tema que você conhece bem e exporte só o que passou nos filtros. Uma lista curta e bem agrupada rende mais conteúdo útil do que mil termos soltos numa planilha.

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